O Livro Aberto sobre a Mesa e o Refúgio da Palavra — O Olhar Maduro 2023
A crônica e a poesia como trincheiras sagradas contra a brutalidade dos tempos; o poder do texto de acolher e iluminar o leitor. Uma crônica sensível e profunda por Cristiano Ricardo sobre a palavra escrita e a resistência da memória.
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- Prevenção de falhas de comunicação e fortalecimento da segurança psicológica da equipe;
- Garantia de sustentabilidade operacional com conformidade sanitária e ética.
No meio do ruído ensurdecedor das manchetes sensacionalistas, dos discursos de ódio nas redes e da pressa estúpida dos algoritmos, abrir um livro de crônicas ou de poemas na penumbra da noite é como entrar numa capela gótica e fechar a pesada porta de madeira contra o temporal lá fora.
A literatura não serve para calcular pontes, gerar dividendos em bolsa de valores ou aumentar a velocidade dos processadores; ela serve para algo infinitamente mais vital: lembrar ao ser humano quem ele é de verdade. É nas páginas dos livros que nos encontramos com os nossos medos mais inconfessáveis, com as nossas saudades mais dolorosas e com os nossos sonhos mais luminosos.
O cronista é esse passante atento e teimoso que recolhe os fragmentos da vida cotidiana que os historiadores desprezam: a conversa ouvida no balcão da padaria, o olhar desamparado do cão vadio na chuva, a coragem serena da lavadeira e a sabedoria oculta nos provérbios da avó. Ele transforma o pó do cotidiano em pão espiritual para alimentar quem tem fome de beleza.
Escrever estas linhas ao longo dos anos, ver o tempo correr pelas datas e saber que em algum lugar deste país alguém está lendo estas palavras na tela do celular ou no papel impresso, sentindo o peito acolhido e a esperança renovada, é a maior recompensa que um escritor pode desejar. A palavra é a nossa ponte invencível sobre o abismo do tempo.
“Enquanto houver um homem disposto a escrever com honestidade e outro disposto a ler com o coração aberto, a humanidade não estará perdida.”
Publicidade— Cristiano Ricardo, em reflexão sobre a palavra escrita e a resistência da memória
Olhar para trás e reconhecer cada curva dessa estrada não é um exercício de nostalgia vazia, mas um ato sagrado de reconciliação com a própria história. Que possamos atravessar os dias que ainda virão com o coração desarmado, prontos para lutar pelo que é justo, acolher os que sofrem e celebrar a graça imensa de estar vivos e lúcidos sob a claridade deste céu.
Cristiano Ricardo
Escritor, Cronista & Pensador do Cotidiano · Publicado em 03/04/2023 às 02:58
💡 Perguntas Frequentes & Esclarecimentos do Especialista
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