Anatomia do Caule e Cascas Medicinais no Crescimento Secundário — Câmbio, Felogênio e Floema
As cascas medicinais representam tecidos protetores e condutores externos formados pelo câmbio vascular e pelo felogênio durante o crescimento secundário lenhoso.
- Compreensão aprofundada dos mecanismos biológicos e parâmetros farmacocinéticos envolvidos;
- Identificação precoce de potenciais interações e redução de riscos assistenciais;
- Critérios práticos para tomada de decisão fundamentada em evidências científicas.
Morfologia Diagnóstica & Esquema Anatômico
A Instalação dos Meristemas Secundários
Durante a diferenciação de caules e raízes de dicotiledôneas arbustivas e arbóreas, o câmbio vascular produz xilema secundário para o interior e floema secundário para a periferia. Concomitantemente, o felogênio (câmbio da casca) instala-se no córtex subepidérmico, gerando camadas concêntricas de células de súber suberificadas impermeáveis para fora e parênquima felodérmico para dentro.
Elementos Diagnósticos Microscópicos de Cascas Oficiais
Em farmacognosia, o termo 'casca' abrange todos os tecidos externos ao câmbio vascular. Na casca de *Cinchona* (quina), identificam-se fibras liberianas gigantescas de paredes extremamente espessadas e canais secretores com alcaloides antimaláricos; na cáscara-sagrada (*Rhamnus purshiana*), encontram-se grupos isolados de esclereídes pétreos associados a células contendo drusas e antraquinonas laxativas; e na canela (*Cinnamomum verum*), observa-se um anel contínuo de esclerênquima e células oleíferas.
Raios Medulares e Fibras Perivasculares
A orientação, largura (unisseriada vs multisseriada) e o percurso dos raios parenquimáticos que cruzam o floema secundário constituem critérios taxonômicos definitivos para verificar se um lote de casca medicinal sofreu adulteração com madeira desprovida de princípios ativos.
Farmacêutico-Bioquímico · Especialista em Farmacobotânica, Farmacognosia & Fitoquímica Estrutural · Publicação de 13/04/2018 às 01:58
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